Sistemas de rastreabilidade garantem segurança e valorização de produtos amazônicos

Já tem um tempo que o interesse do consumidor não é apenas pelo produto final. Os critérios de sustentabilidade e atenção à natureza estão ganhando força, entender as origens do produto, sua fabricação e como chegou até as mãos do cliente se tornou parte do processo de consumo. O sistema de rastreabilidade em cadeias produtivas faz exatamente esse monitoramento, identificando cada etapa, quem trabalhou nela e como foi realizada, tornando essas informações acessíveis aos consumidores através de etiquetas, QR Codes ou códigos de barras.  

No âmbito dos produtos amazônicos, o sistema de rastreabilidade tem grande importância no processo de valorização dos itens. “A presença do sistema garante ao consumidor que seu produto venha de uma área legal, além de gerar também valores como conservação e desenvolvimento social agregados ao produto de acordo com sua origem, como por exemplo produtos de Unidades de Conservação (UCs) de Uso Sustentável na Amazônia”, explica o Gerente do Programa de Manejo e Tecnologias Florestais do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia (Idesam), André Vianna.

Como por exemplo, a criação do aplicativo “Cidades Florestais”, onde o extrativista realiza o registro do local de coleta e o comprador pode saber as informações sobre o produto, trazendo maior confiabilidade e segurança em relação ao item adquirido. O app foi desenvolvido dentro do Projeto Cidades Florestais, realizado pelo Idesam, com apoio do Fundo Amazônia/BNDES, que atua também na implementação de sistemas de rastreabilidade de produtos de manejo madeireiro e não madeireiro em municípios do interior do Amazonas.

No painel “Sistema de Rastreabilidade nas Cadeias Produtivas Florestais”, que será realizado no Seminário Manejar, no dia 15 de setembro, às 9h, o coordenador de T.I, Thiago Grivot, e o engenheiro florestal, Raylton Pereira, ambos do Idesam, e João Tezza, da empresa Darvore, abordarão os resultados da implementação dos sistemas nos municípios onde o “Cidades Florestais” atua, os desafios encontrados para cumprir as metas e farão um debate sobre que o esperam para o futuro da região.

Sobre o Manejar 

O II Manejar será realizado pelo Idesam, em parceria com o Fundo Amazônia/BNDES, nos dias 14 e 15 de setembro, com transmissão através do canal do Idesam no youtube. Terá a participação de especialistas para debaterem os resultados da primeira fase do projeto Cidades Florestais, que atua há três anos em dez municípios do interior do Amazonas, e sobre o manejo de produtos madeireiros e não-madeireiros na Amazônia, em busca de fomentar a economia verde na região. As inscrições para participar do Seminário são gratuitas e podem ser feitas no site www.manejar.org.br

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